Ao clicar em qualquer um dos GTs abaixo listados, você terá acesso aos trabalhos aprovados para apresentação no evento.
GT 01 – Politização e ambientalização do consumo
GT 02 – Inclusão Social, consumo e a “Nova Classe Média”
GT 03 – Cultura material, cosmologias e sociabilidades
GT 04 – Globalização e circulação de bens e pessoas
GT 05 – Consumo alimentar: ideologias e movimentos
GT 06 – Consumo, comunicação e marketing
GT 07 – Consumo do ciberespaço e no ciberespaço
GT 08 – Mercados informais, ilícitos e “alternativos”
GT 09 – Publicidade, cultura e consumo
Acesse aqui a tabela de dias e horários das apresentações dos papers em cada GT. Abaixo, colocamos uma tabela simples com a indicação dos dias de cada sessão do GT.
GT 01: Politização e ambientalização do consumo
Coordenadores:
Fátima Portilho (CPDA/UFRRJ)
Gisela Black Taschner (FGV-SP)
Este GT pretende estimular a reflexão acadêmica sobre um dos fenômenos que mais têm instigado pesquisadores interessados em compreender o consumo contemporâneo: os processos de politização e ambientalização do consumo. Tal fenômeno pode ser observado em diversas ideologias e discursos que apontam o impacto social e ambiental do consumo e propõem, como forma de enfrentamento, práticas como consumo responsável, consciente, ético ou sustentável. Por um lado, tais práticas têm sido denunciadas como irrelevantes e ineficazes diante da magnitude e complexidade dos problemas ambientais contemporâneos, além de uma forma de individualizar e despolitizar as soluções, transferindo responsabilidades para o consumidor individual. Por outro lado, e apesar disso, essas mesmas práticas têm sido cada vez mais percebidas e usadas por indivíduos e movimentos sociais como uma tática de participação na esfera pública, de comunicação e materialização de valores e de pressão política. Ao analisar esse fenômeno, pesquisadores têm repensado o próprio conceito de sociedade e cultura de consumo, levantando questões como: seria esta uma tendência do consumo nas sociedades contemporâneas? Em caso positivo, como explicar, com base nas teorias sociais, os processos de ambientalização e politização do consumo? Qual o contexto sociocultural que permite o surgimento desse fenômeno? Quais as áreas, dimensões e problemas em que esse tipo de ativismo vem ganhando importância? Teriam estes consumidores capacidade de alterar agendas e pautar políticas públicas e empresariais? Conjugariam a participação via consumo com formas institucionalizadas e coletivas de participação? Estaríamos assistindo à emergência de um novo sujeito, com capacidade de transformar a sociedade? Como captar e analisar empiricamente tais processos? O GT se propõe a discutir estes temas, dando prioridade a trabalhos acadêmicos baseados em pesquisas empíricas e problematizações teóricas.
GT 02: Inclusão social, consumo e a “nova classe média”
Coordenadores:
Letícia Veloso (UFF/PPGSD/NEMO)
Bianca Freire Medeiros (CPDOC/FGV-RJ)
Estudos sociológicos sobre as novas composições da sociedade brasileira vêm apontando para dois movimentos importantes: (1) a crescente importância do consumo como forma de inserção social – percebida, desejada e acessível por e para os próprios sujeitos envolvidos; (2) em parte como causa e efeito desse primeiro movimento, a tão-falada produção de uma “nova” classe média – a abrangente e complexa “Classe C”, que já perfaz mais de 50% da população brasileira. Tais processos ainda não foram bem compreendidos, nem teórica, nem empiricamente: o que significa o consumo para essa “nova” classe? Quais são as práticas de acesso pelas quais perpassa o consumo, e como se relacionam com outras práticas e representações? Além disso, ambos os processos vêm carregados de ambiguidades: em que medida se pode considerar que o mero ato de consumir reflete realmente algum grau de inserção social, quando outras possibilidades continuam vetadas (via emprego ou educação, por exemplo)? Quais os novos dilemas que surgem a partir da relação entre esse aumento exponencial no número de consumidores e as questões de responsabilidade socioambiental? Este GT pretende discutir tais temas, a partir de trabalhos tanto empíricos quanto teóricos.
GT 03: Cultura Material, cosmologias e sociabilidades
Coordenadores:
Rose de Melo Rocha (PPGCOM/ESPM-SP)
Este grupo de trabalho tem por objetivo investigar as implicações imaginárias e as derivações simbólicas das materialidades articuladas a práticas de consumo. Propondo-se a relacionar cultura material e dinâmicas societais, adota como norte epistemológico a inegável implicação sócio-cultural da produção e do consumo de materialidades, que concorre para a consolidação de estratos simbólicos micro e macrossociais. Assim, acolhe reflexões acadêmicas dedicadas a refletir sobre as cosmologias conformadas pelas redes de materialidades associadas às contemporâneas culturas do consumo. Problematizar as interfaces entre cultura material, novos sensóreos e sociabilidades emergentes constitui-se em objeto de nosso interesse, bem como estima-se contemplar o debate sobre a natureza do consumo de materialidades em sociedades midiáticas, discursivas e estetizadas, em que se observa a nuclearidade do entretenimento e dos engajamentos de base comunicacional.
GT 04: Globalização e circulação de bens e pessoas
Coordenadores:
Marta Rosales (CRIA/FCSH/UNL – Portugal)
Os movimentos de pessoas ao longo da história implicaram sempre o movimento de coisas. Das malas de viagem aos objetos capazes de transportar pertenças culturais e territoriais, das lojas de produtos “da terra” aos fluxos constantes de mercadorias entre os diversos espaços de pertença, dos cheiros e sabores “da saudade” às aprendizagens e incorporações de novas práticas, a circulação de bens e pessoas constitui um terreno particularmente interessante para discutir a materialidade e o consumo contemporâneos. Este GT tem como objetivo explorar as potencialidades analíticas deste tema, partindo do pressuposto de que os movimentos globais contemporâneos encontram na materialidade e no consumo um terreno particularmente expressivo e constitutivo. Pretende-se, portanto, (a) discutir em que medida as rotas percorridas pelas pessoas e pelos objetos se intersectam; (b) explorar as modalidades a partir das quais os objetos viajam transnacionalmente: os meios que são usados, as políticas de intermediação e os agentes sociais implicados; (c) avaliar a composição dos fluxos de objetos em movimento (que objetos percorrem que trajetos, com que finalidade e intensidade); (d) discutir o papel da cultura material contemporânea na gestão das redes sociais dos que se deslocam e as suas implicações nos modos como as pertenças são geridas, quer na origem quer nos diferentes destinos e (e) observar os impactos locais das movimentações globais de pessoas e de coisas e discutir a sua participação na constituição de novas modalidades de consumo e relacionamento com a materialidade.
GT 05: Consumo alimentar: ideologias e movimentos
Coordenadores:
Lívia Barbosa (CAEPM/ESPM-SP)
John Wilkinson (CPDA/UFRRJ)
O consumo alimentar está se tornando cada vez mais politizado, tanto no sentido de um aumento da atuação do Estado na sua regulamentação e normatização quanto na sua adoção por diversos movimentos sociais como uma das estratégias para alcançar os seus objetivos. Assim uma diversidade de políticas públicas, tanto nacionais como locais, se dirige a disciplinar, direcionar e estimular novas práticas de consumo. Por outro lado, novos movimentos sociais se empenham em conquistar melhorias sociais e ambientais pela adoção dos seus valores no ponto de consumo. Esse Grupo de Trabalho pretende promover uma reflexão sobre as formas em que tanto o Estado quanto esses movimentos sociais contribuem para a nova dinâmica e centralidade política do consumo. Nesse sentido, o olhar em relação ao consumo parte dos movimentos e atores organizados em torno de distintos interesses e estratégias produtivas. O foco de atenção são os movimentos agrícolas rurais visando novos mercados alimentares, mas podemos incluir também mercados associados, como produtos artesanais, turismo rural etc.
GT 06: Consumo, comunicação e marketing
Coordenadores:
Carla Barros (ESPM-RJ, PUC-RJ e UFF)
Eduardo Ayrosa (FGV-RJ)
O consumo, como fenômeno capaz de revelar aspectos fundamentais da ideologia, das representações, imagens, sistemas de classificação e formas de construção das subjetividades e diferenças na vida cotidiana, vem se constituindo em um espaço de grande potencial para a pesquisa aplicada nos campos da comunicação e do marketing. No domínio das relações de consumo, este GT se propõe a discutir os diversos significados de práticas de consumo nas vivências dos sujeitos em suas relações com produtos e serviços, marcas e organizações. No universo da comunicação, pretende, entre outros caminhos, promover a investigação de conteúdos disseminados pelos meios de comunicação, mostrando a dinâmica da atribuição de sentidos que variam de acordo com os diferentes contextos e interações sociais. No domínio do marketing, pretende discutir práticas de consumo não apenas como são estruturadas por ações de marketing conduzidas por organizações, mas também, e principalmente, na maneira pela qual estruturam a formação e o desenvolvimento de mercados. Espera-se que, em um plano mais amplo, o debate possa articular questões mercadológicas e do âmbito da comunicação com o contexto sócio-econômico e político.
GT 07: Consumo do ciberespaço e no ciberespaço
Coordenadores:
Laura Graziela Gomes (PPGA/NEMO/UFF)
Tânia Martins de Freitas (UFRN)
O GT pretende reunir comunicações voltadas para a discussão e reflexão do ciberespaço e no ciberespaço em dois planos distintos. No primeiro plano (do ciberespaço) estamos interessados nos aspectos propriamente operacionais, tecnológicos e cognitivos presentes no consumo de diferentes suportes (desktop, laptop, celulares, etc) e sua conjugação com as diferentes plataformas online. O que leva as pessoas a investirem mais em alguns suportes/plataformas do quem em outros? Necessidade, acessibilidade, usabilidade ou moda? Se existem hierarquias e prioridades que orientam escolhas, quais seriam elas? No segundo plano (no ciberespaço), pretende-se discutir as formas e interações que a conjugação de diferentes suportes e plataformas promove, suas possibilidades, limites e efeitos sob diferentes ângulos. O que seria valorizado e enfatizado nas diferentes redes sociais, a partir do ponto de vista da conjugação usuário-meio e/ou sujeito-meio implicados? Em que medida e em quais aspectos cada uma dessas conjugações e redes sociais promovem o diálogo com as demais TICs (impressos em geral, fotografia, cinema e televisão)? Com uma abordagem interdisciplinar e comparativa, daremos especial ênfase a reflexões originadas de pesquisas e estudos empíricos, inclusive com a necessária problematização teórica e metodológica para sua realização.
GT 08: Mercados informais, ilícitos e “alternativos
Coordenadores:
Rosana Pinheiro Machado (ESPM-RS)
Este grupo de trabalho se propõe a refletir sobre espaços mercantis que fogem da lógica prevista da formalidade e das práticas dominantes da economia contemporânea. O universo empírico que se pretende abarcar é bastante amplo, visando a congregar pesquisas que se realizam tanto em esferas consideradas informais e/ou ilegais (camelódromos, centros de “pirataria”, falsificações de marcas) e ilícitas (mercados de drogas, remédios, armas), quanto em sistemas comunitários de troca e espaços de circulação de produtos de “segunda-mão”. Nosso objetivo é discutir a importância e a legitimidade que essa fonte de bens possui para os seus consumidores, as formas com os mesmos se relacionam com os objetos em termos de identificação individual e objetificação de relações sociais e, finalmente, o papel que esses circuitos – informais, ilícitos e “alternativos” – desempenham no sistema econômico de forma mais ampla.
GT 09: Publicidade, cultura e consumo
Coordenadores:
José Carlos Durand (FGV-SP)
O impacto da publicidade no consumo e na cultura costuma ser superavaliado, sem que se respeitem os achados teóricos que reconhecem o consumidor/receptor como capaz de reinterpretar e reagir às mensagens da mídia. Por outro lado, aceita-se que, além de ajudar a vender bens, a publicidade alimenta um novo padrão cultural – a cultura de consumo – cuja definição e implicações também merecem debate. Este grupo contemplará contribuições que, por via empírica ou de ensaísmo teórico, em perspectiva uni ou multidisciplinar, discutam ou suscitem a discussão desses temas.




